Jornalista canadiana, activista. Escreveu um livro fabuloso, "No Logo", que se tornou um marco na luta anti-globalização. Fala, entre outras coisas, do espaço mental que as marcas nos ocupam, das práticas laborais das corporações que a sociedade eleva a símbolos da nossa era.
Todo o trabalho de Naomi merece atenção.
Site oficial de Naomi Klein
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Massacre no Carandiru
Nesta famosa penitenciária ocorreu, em 1992, uma intervenção por parte da Polícia Militar do Estado de S. Paulo, da qual resultaram 112 mortos, contam as autoridades. Já os presidiários contam outra história., pelo menos 250 mortos.
Esta prisão foi construída na década de 20 para uma lotação de 1200 pessoas. Na altura do massacre tinha mais de 8000. As condições de higiene, salubridade e segurança ficavam muito aquém dos mínimos aceitáveis.
No dia 2 de outubro, depois de uma briga entre presidiários, o coronel Ubiratan Guimarães e o seu pelotão foram chamados a intervir. Começaram a disparar indiscriminadamente, mesmo depois das pessoas se renderem ou se esconderem.
O referido coronel foi posteriormente condenado a 632 anos de cadeia. No ano seguinte foi eleito deputado federal e esse facto permitiu-lhe um recurso num órgão especial do tribunal que acabou por o absolver, causando consternação em diversas organizações de direitos humanos.
Acabou por ser assassinado em 2006, no seu apartamento.
Esta prisão foi construída na década de 20 para uma lotação de 1200 pessoas. Na altura do massacre tinha mais de 8000. As condições de higiene, salubridade e segurança ficavam muito aquém dos mínimos aceitáveis.
No dia 2 de outubro, depois de uma briga entre presidiários, o coronel Ubiratan Guimarães e o seu pelotão foram chamados a intervir. Começaram a disparar indiscriminadamente, mesmo depois das pessoas se renderem ou se esconderem.
O referido coronel foi posteriormente condenado a 632 anos de cadeia. No ano seguinte foi eleito deputado federal e esse facto permitiu-lhe um recurso num órgão especial do tribunal que acabou por o absolver, causando consternação em diversas organizações de direitos humanos.
Acabou por ser assassinado em 2006, no seu apartamento.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
João Silva
Fotógrafo português, nascido em Lisboa em 1966, há muito sediado na África do Sul. Membro do conhecido Bang Bang Club, do qual fazia parte também o malogrado Kevin Carter, que tirou a famosa foto de um menino sudanês faminto que era observado por um abutre.
João Silva é um fotojornalista que tem centrado o seu trabalho em conflitos, catástrofes humanitárias, causas sociais. Já percorreu grande parte de África e Ásia. Numa viagem ao Afeganistão pisou uma mina e acabou por perder as pernas.
Começou agora uma outra luta.
Joao Silva Walks from NYTimes Lens on Vimeo.
Site de apoio a João Silva
Site oficial de João Silva
João Silva é um fotojornalista que tem centrado o seu trabalho em conflitos, catástrofes humanitárias, causas sociais. Já percorreu grande parte de África e Ásia. Numa viagem ao Afeganistão pisou uma mina e acabou por perder as pernas.
Começou agora uma outra luta.
Joao Silva Walks from NYTimes Lens on Vimeo.
Site de apoio a João Silva
Site oficial de João Silva
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vivien Maier
Há coisas do arco da velha. Uma fotógrafa que era babysitter. Andava sempre munida da máquina, morreu sem ter mostrado uma foto a quem quer que fosse e um rapazito que nada percebe de fotografia comprou uma caixa cheia de negativos dela.
Quando começou a digitalizá-los percebeu que se encontrava perante algo de extrema importância. Comprou tudo o que conseguiu dessa desconhecida fotógrafa e não tem mão para o trabalho. Dezenas de milhar de negativos por digitalizar, caixas de rolos por revelar.
E o espólio fotográfico de Vivien Mair é simplesmente fabuloso.
Galeria de imagens de Vivien Maier
Quando começou a digitalizá-los percebeu que se encontrava perante algo de extrema importância. Comprou tudo o que conseguiu dessa desconhecida fotógrafa e não tem mão para o trabalho. Dezenas de milhar de negativos por digitalizar, caixas de rolos por revelar.
E o espólio fotográfico de Vivien Mair é simplesmente fabuloso.
Galeria de imagens de Vivien Maier
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Leão-europeu
Acaso não se saiba, já houve leões na península ibérica. Ao que é referido comumente com leão-europeu corresponde, na verdade, a três espécies: Panthera leo europaea, Panthera leo persica e Panthera leo fossilis ( do qual descende a Panthera leo spelaea, a que se crê ser maior espécie de felinos que já existiu).
O seu território estendia-se da península balcânica à península ibérica. Apreciava particularmente o clima temperado do Mediterrânico e vivia nas suas florestas e alimentava-se do grandes herbívoros que povoavam esses habitats.
Crê-se terem-se extinguido no ano 100, em quase toda a Europa, à excepção do Cáucaso, onde ainda duraram mais um milénio.
Extinguiram-se devido à caça intensiva, quer para proteger as aldeias, quer por desporto (muitos leões-europeus foram usados nas arenas romanas).
Saber mais
O seu território estendia-se da península balcânica à península ibérica. Apreciava particularmente o clima temperado do Mediterrânico e vivia nas suas florestas e alimentava-se do grandes herbívoros que povoavam esses habitats.
Crê-se terem-se extinguido no ano 100, em quase toda a Europa, à excepção do Cáucaso, onde ainda duraram mais um milénio.
Extinguiram-se devido à caça intensiva, quer para proteger as aldeias, quer por desporto (muitos leões-europeus foram usados nas arenas romanas).
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Toni Frissell
E um bocado de cultura fotográfica nunca aleijou.
Norte-americana, fotografou a 2ª Guerra Mundial, fez fotografia de moda, inúmeros retratos de "famosos" e andou por cá. Deixo um conjunto de fotos que fez nos anos 40 para se absorver um pouco da representação da realidade portuguesa pela lente de uma americana.
Saber mais qualquer coisa
Norte-americana, fotografou a 2ª Guerra Mundial, fez fotografia de moda, inúmeros retratos de "famosos" e andou por cá. Deixo um conjunto de fotos que fez nos anos 40 para se absorver um pouco da representação da realidade portuguesa pela lente de uma americana.
| Medieval Street in Alfama |
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| American tourist in Lisbon |
| Fado singer in portuguese nightclub |
| Portugal, 1946 |
Tal Al-Mallouhi
É uma jovem síria que foi presa por alegadamente fazer espionagem em favor dos EUA. Na verdade era uma blogger que usava esse meio para fazer algumas críticas sociais. Foi condenada a 5 anos de cadeia.
Só espero que o fogo da revolução alastre depressa e bem a todo o mundo islâmico, sem que isso não signifique que outros oportunistas sejam colocados no mesmo sítio.
Ler notícia
Só espero que o fogo da revolução alastre depressa e bem a todo o mundo islâmico, sem que isso não signifique que outros oportunistas sejam colocados no mesmo sítio.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Um que se relembra
Orlando Ribeiro. O mais notável geógrafo português. Seguia uma inspiradora e quase perdida linha de pensamento geográfico. No actual panorama do ensino da Geografia, a tendência é para criar "especialistas". Temos geógrafos especialistas em relevo, ou em clima, ou em demografia ou numa das tantas áreas que podem seguir e que são uma nulidade nos outros campos. O processo de Bolonha não veio ajudar em nada a formação dos geógrafos, 3 anos são absolutamente insuficientes para habilitar alguém que se designe geógrafo.
O objecto de estudo de um géografo é o mundo e não se estuda o mundo em 3 anos, nem pouco mais ou menos. A Geografia estuda as relações entre o homem e o meio, as dinâmicas entre a litosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera, em que nos incluímos. E nos 3 anos de curso estudam-se vagamente e de forma individual essas esferas e os recém-licenciados geógrafos não compreendem essas interacções. Ou bem que ganham interesse por compreender as dinâmicas de forma extra-curricular ou se condena a desaparecimento a pesquisa geográfica que Orlando Ribeiro fazia. Quem ler os livros "Arrábida: esboço geográfico" e "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" compreenderá o que isto significa. Trata-se de absorver todos os pormenores físicos, culturais e sociais de uma área. O último livro, aliás, deveria ser de leitura obrigatória nas escolas.
Comemora-se 100 anos do seu nascimento a 16 de Fevereiro.
O objecto de estudo de um géografo é o mundo e não se estuda o mundo em 3 anos, nem pouco mais ou menos. A Geografia estuda as relações entre o homem e o meio, as dinâmicas entre a litosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera, em que nos incluímos. E nos 3 anos de curso estudam-se vagamente e de forma individual essas esferas e os recém-licenciados geógrafos não compreendem essas interacções. Ou bem que ganham interesse por compreender as dinâmicas de forma extra-curricular ou se condena a desaparecimento a pesquisa geográfica que Orlando Ribeiro fazia. Quem ler os livros "Arrábida: esboço geográfico" e "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" compreenderá o que isto significa. Trata-se de absorver todos os pormenores físicos, culturais e sociais de uma área. O último livro, aliás, deveria ser de leitura obrigatória nas escolas.
Comemora-se 100 anos do seu nascimento a 16 de Fevereiro.
Um que se esqueceu
Faleceu Castello-Lopes, com 85 anos, em Paris. Um fotógrafo que incidiu tanto do seu tempo a demonstrar como viviam os portugueses no Estado Novo. Foi também tradutor, diplomata, distribuidor de cinema. A função pela qual ficou mais conhecido, era precisamente aquela em que não tinha nenhuma formação, a de fotógrafo. Aprendeu a tentar, a falhar e a corrigir-se, coisa que escapa em compreender a tantos interessados em fotografia. Que se aprende fazendo.
Numa época em que se sabe que os recursos escasseiam mas se vive como nunca fossem falhar, mais depressa se investe milhares de euros em material e em cursos do que se pega numa qualquer máquina fotográfica e gasta tempo a usá-la, do que se compram livros e se estudam os "mestres", se ganha cultura fotográfica, se aprende por imitação e se desenvolve o estilo próprio, tudo leva tempo. Na verdade, na sociedade em que vivemos em que o valor do trabalho se sobrepõe a todos os outros, esse valor leva à aniquilação de um bem mais precioso, o tempo. Podemos até ter o dinheiro para investir e fazêmo-lo por forma a colmatar a nossa falta de tempo para aprender. É a era do imediatismo. Às custas da qualidade do trabalho, da falta de reconhecimento e do esquecimento posterior.
Independentemente dos gostos, e o Gérard Castello-Lopes não tinha uma linha estética que fosse das minhas preferidas, há que lhe reconhecer o mérito e a dedicação e tenho pena que os interessados em fotografia (que são aos baldes, ao contrário dos fotógrafos) mas que se julgam fotógrafos por terem o último modelo da marca xpto não invistam mais do seu tempo a descobrir quem foram estes pioneiros. Porque não sabem mesmo.
Numa época em que se sabe que os recursos escasseiam mas se vive como nunca fossem falhar, mais depressa se investe milhares de euros em material e em cursos do que se pega numa qualquer máquina fotográfica e gasta tempo a usá-la, do que se compram livros e se estudam os "mestres", se ganha cultura fotográfica, se aprende por imitação e se desenvolve o estilo próprio, tudo leva tempo. Na verdade, na sociedade em que vivemos em que o valor do trabalho se sobrepõe a todos os outros, esse valor leva à aniquilação de um bem mais precioso, o tempo. Podemos até ter o dinheiro para investir e fazêmo-lo por forma a colmatar a nossa falta de tempo para aprender. É a era do imediatismo. Às custas da qualidade do trabalho, da falta de reconhecimento e do esquecimento posterior.
Independentemente dos gostos, e o Gérard Castello-Lopes não tinha uma linha estética que fosse das minhas preferidas, há que lhe reconhecer o mérito e a dedicação e tenho pena que os interessados em fotografia (que são aos baldes, ao contrário dos fotógrafos) mas que se julgam fotógrafos por terem o último modelo da marca xpto não invistam mais do seu tempo a descobrir quem foram estes pioneiros. Porque não sabem mesmo.
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