Soldado dos EUA, 24 anos, acusado de ter fornecido milhares de documentos ao Wikileaks. Foi preso e consta que o seu encarceramento se está a fazer em condições desumanas (supresa?).
Site de apoio a Bradley Manning
segunda-feira, 28 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
A queda de Leica?
Para os que salivam sempre que vêm uma Leica a sua transição foi simplesmente uma desilusão.
Michael Kamber, um excelente fotojornalista que já ganhou vários prémios, decidiu levar a Leica M8 para o terreno e ver como se porta em ambiente de guerra.
Veja-se a sua opinião: Teste à M8
Michael Kamber, um excelente fotojornalista que já ganhou vários prémios, decidiu levar a Leica M8 para o terreno e ver como se porta em ambiente de guerra.
Veja-se a sua opinião: Teste à M8
segunda-feira, 7 de março de 2011
Gente: Alberto Granado
Companheiro de Che Guevara na sua viagem pela América do Sul, bom homem. Morreu dia 5, com 88 anos.
Era dos poucos que podia criticar ferozmente Che, sem provocar a ira deste. Era um activista e assim conheceu Che. Foi médico e escritor.
E o mundo perdeu mais um dos que faziam falta.
Era dos poucos que podia criticar ferozmente Che, sem provocar a ira deste. Era um activista e assim conheceu Che. Foi médico e escritor.
E o mundo perdeu mais um dos que faziam falta.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Gente: Naomi Klein
Jornalista canadiana, activista. Escreveu um livro fabuloso, "No Logo", que se tornou um marco na luta anti-globalização. Fala, entre outras coisas, do espaço mental que as marcas nos ocupam, das práticas laborais das corporações que a sociedade eleva a símbolos da nossa era.
Todo o trabalho de Naomi merece atenção.
Site oficial de Naomi Klein
Todo o trabalho de Naomi merece atenção.
Site oficial de Naomi Klein
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Massacre no Carandiru
Nesta famosa penitenciária ocorreu, em 1992, uma intervenção por parte da Polícia Militar do Estado de S. Paulo, da qual resultaram 112 mortos, contam as autoridades. Já os presidiários contam outra história., pelo menos 250 mortos.
Esta prisão foi construída na década de 20 para uma lotação de 1200 pessoas. Na altura do massacre tinha mais de 8000. As condições de higiene, salubridade e segurança ficavam muito aquém dos mínimos aceitáveis.
No dia 2 de outubro, depois de uma briga entre presidiários, o coronel Ubiratan Guimarães e o seu pelotão foram chamados a intervir. Começaram a disparar indiscriminadamente, mesmo depois das pessoas se renderem ou se esconderem.
O referido coronel foi posteriormente condenado a 632 anos de cadeia. No ano seguinte foi eleito deputado federal e esse facto permitiu-lhe um recurso num órgão especial do tribunal que acabou por o absolver, causando consternação em diversas organizações de direitos humanos.
Acabou por ser assassinado em 2006, no seu apartamento.
Esta prisão foi construída na década de 20 para uma lotação de 1200 pessoas. Na altura do massacre tinha mais de 8000. As condições de higiene, salubridade e segurança ficavam muito aquém dos mínimos aceitáveis.
No dia 2 de outubro, depois de uma briga entre presidiários, o coronel Ubiratan Guimarães e o seu pelotão foram chamados a intervir. Começaram a disparar indiscriminadamente, mesmo depois das pessoas se renderem ou se esconderem.
O referido coronel foi posteriormente condenado a 632 anos de cadeia. No ano seguinte foi eleito deputado federal e esse facto permitiu-lhe um recurso num órgão especial do tribunal que acabou por o absolver, causando consternação em diversas organizações de direitos humanos.
Acabou por ser assassinado em 2006, no seu apartamento.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
João Silva
Fotógrafo português, nascido em Lisboa em 1966, há muito sediado na África do Sul. Membro do conhecido Bang Bang Club, do qual fazia parte também o malogrado Kevin Carter, que tirou a famosa foto de um menino sudanês faminto que era observado por um abutre.
João Silva é um fotojornalista que tem centrado o seu trabalho em conflitos, catástrofes humanitárias, causas sociais. Já percorreu grande parte de África e Ásia. Numa viagem ao Afeganistão pisou uma mina e acabou por perder as pernas.
Começou agora uma outra luta.
Joao Silva Walks from NYTimes Lens on Vimeo.
Site de apoio a João Silva
Site oficial de João Silva
João Silva é um fotojornalista que tem centrado o seu trabalho em conflitos, catástrofes humanitárias, causas sociais. Já percorreu grande parte de África e Ásia. Numa viagem ao Afeganistão pisou uma mina e acabou por perder as pernas.
Começou agora uma outra luta.
Joao Silva Walks from NYTimes Lens on Vimeo.
Site de apoio a João Silva
Site oficial de João Silva
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vivien Maier
Há coisas do arco da velha. Uma fotógrafa que era babysitter. Andava sempre munida da máquina, morreu sem ter mostrado uma foto a quem quer que fosse e um rapazito que nada percebe de fotografia comprou uma caixa cheia de negativos dela.
Quando começou a digitalizá-los percebeu que se encontrava perante algo de extrema importância. Comprou tudo o que conseguiu dessa desconhecida fotógrafa e não tem mão para o trabalho. Dezenas de milhar de negativos por digitalizar, caixas de rolos por revelar.
E o espólio fotográfico de Vivien Mair é simplesmente fabuloso.
Galeria de imagens de Vivien Maier
Quando começou a digitalizá-los percebeu que se encontrava perante algo de extrema importância. Comprou tudo o que conseguiu dessa desconhecida fotógrafa e não tem mão para o trabalho. Dezenas de milhar de negativos por digitalizar, caixas de rolos por revelar.
E o espólio fotográfico de Vivien Mair é simplesmente fabuloso.
Galeria de imagens de Vivien Maier
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Leão-europeu
Acaso não se saiba, já houve leões na península ibérica. Ao que é referido comumente com leão-europeu corresponde, na verdade, a três espécies: Panthera leo europaea, Panthera leo persica e Panthera leo fossilis ( do qual descende a Panthera leo spelaea, a que se crê ser maior espécie de felinos que já existiu).
O seu território estendia-se da península balcânica à península ibérica. Apreciava particularmente o clima temperado do Mediterrânico e vivia nas suas florestas e alimentava-se do grandes herbívoros que povoavam esses habitats.
Crê-se terem-se extinguido no ano 100, em quase toda a Europa, à excepção do Cáucaso, onde ainda duraram mais um milénio.
Extinguiram-se devido à caça intensiva, quer para proteger as aldeias, quer por desporto (muitos leões-europeus foram usados nas arenas romanas).
Saber mais
O seu território estendia-se da península balcânica à península ibérica. Apreciava particularmente o clima temperado do Mediterrânico e vivia nas suas florestas e alimentava-se do grandes herbívoros que povoavam esses habitats.
Crê-se terem-se extinguido no ano 100, em quase toda a Europa, à excepção do Cáucaso, onde ainda duraram mais um milénio.
Extinguiram-se devido à caça intensiva, quer para proteger as aldeias, quer por desporto (muitos leões-europeus foram usados nas arenas romanas).
Saber mais
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Toni Frissell
E um bocado de cultura fotográfica nunca aleijou.
Norte-americana, fotografou a 2ª Guerra Mundial, fez fotografia de moda, inúmeros retratos de "famosos" e andou por cá. Deixo um conjunto de fotos que fez nos anos 40 para se absorver um pouco da representação da realidade portuguesa pela lente de uma americana.
Saber mais qualquer coisa
Norte-americana, fotografou a 2ª Guerra Mundial, fez fotografia de moda, inúmeros retratos de "famosos" e andou por cá. Deixo um conjunto de fotos que fez nos anos 40 para se absorver um pouco da representação da realidade portuguesa pela lente de uma americana.
| Medieval Street in Alfama |
![]() |
| American tourist in Lisbon |
| Fado singer in portuguese nightclub |
| Portugal, 1946 |
Tal Al-Mallouhi
É uma jovem síria que foi presa por alegadamente fazer espionagem em favor dos EUA. Na verdade era uma blogger que usava esse meio para fazer algumas críticas sociais. Foi condenada a 5 anos de cadeia.
Só espero que o fogo da revolução alastre depressa e bem a todo o mundo islâmico, sem que isso não signifique que outros oportunistas sejam colocados no mesmo sítio.
Ler notícia
Só espero que o fogo da revolução alastre depressa e bem a todo o mundo islâmico, sem que isso não signifique que outros oportunistas sejam colocados no mesmo sítio.
Ler notícia
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Um que se relembra
Orlando Ribeiro. O mais notável geógrafo português. Seguia uma inspiradora e quase perdida linha de pensamento geográfico. No actual panorama do ensino da Geografia, a tendência é para criar "especialistas". Temos geógrafos especialistas em relevo, ou em clima, ou em demografia ou numa das tantas áreas que podem seguir e que são uma nulidade nos outros campos. O processo de Bolonha não veio ajudar em nada a formação dos geógrafos, 3 anos são absolutamente insuficientes para habilitar alguém que se designe geógrafo.
O objecto de estudo de um géografo é o mundo e não se estuda o mundo em 3 anos, nem pouco mais ou menos. A Geografia estuda as relações entre o homem e o meio, as dinâmicas entre a litosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera, em que nos incluímos. E nos 3 anos de curso estudam-se vagamente e de forma individual essas esferas e os recém-licenciados geógrafos não compreendem essas interacções. Ou bem que ganham interesse por compreender as dinâmicas de forma extra-curricular ou se condena a desaparecimento a pesquisa geográfica que Orlando Ribeiro fazia. Quem ler os livros "Arrábida: esboço geográfico" e "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" compreenderá o que isto significa. Trata-se de absorver todos os pormenores físicos, culturais e sociais de uma área. O último livro, aliás, deveria ser de leitura obrigatória nas escolas.
Comemora-se 100 anos do seu nascimento a 16 de Fevereiro.
O objecto de estudo de um géografo é o mundo e não se estuda o mundo em 3 anos, nem pouco mais ou menos. A Geografia estuda as relações entre o homem e o meio, as dinâmicas entre a litosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera, em que nos incluímos. E nos 3 anos de curso estudam-se vagamente e de forma individual essas esferas e os recém-licenciados geógrafos não compreendem essas interacções. Ou bem que ganham interesse por compreender as dinâmicas de forma extra-curricular ou se condena a desaparecimento a pesquisa geográfica que Orlando Ribeiro fazia. Quem ler os livros "Arrábida: esboço geográfico" e "Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico" compreenderá o que isto significa. Trata-se de absorver todos os pormenores físicos, culturais e sociais de uma área. O último livro, aliás, deveria ser de leitura obrigatória nas escolas.
Comemora-se 100 anos do seu nascimento a 16 de Fevereiro.
Um que se esqueceu
Faleceu Castello-Lopes, com 85 anos, em Paris. Um fotógrafo que incidiu tanto do seu tempo a demonstrar como viviam os portugueses no Estado Novo. Foi também tradutor, diplomata, distribuidor de cinema. A função pela qual ficou mais conhecido, era precisamente aquela em que não tinha nenhuma formação, a de fotógrafo. Aprendeu a tentar, a falhar e a corrigir-se, coisa que escapa em compreender a tantos interessados em fotografia. Que se aprende fazendo.
Numa época em que se sabe que os recursos escasseiam mas se vive como nunca fossem falhar, mais depressa se investe milhares de euros em material e em cursos do que se pega numa qualquer máquina fotográfica e gasta tempo a usá-la, do que se compram livros e se estudam os "mestres", se ganha cultura fotográfica, se aprende por imitação e se desenvolve o estilo próprio, tudo leva tempo. Na verdade, na sociedade em que vivemos em que o valor do trabalho se sobrepõe a todos os outros, esse valor leva à aniquilação de um bem mais precioso, o tempo. Podemos até ter o dinheiro para investir e fazêmo-lo por forma a colmatar a nossa falta de tempo para aprender. É a era do imediatismo. Às custas da qualidade do trabalho, da falta de reconhecimento e do esquecimento posterior.
Independentemente dos gostos, e o Gérard Castello-Lopes não tinha uma linha estética que fosse das minhas preferidas, há que lhe reconhecer o mérito e a dedicação e tenho pena que os interessados em fotografia (que são aos baldes, ao contrário dos fotógrafos) mas que se julgam fotógrafos por terem o último modelo da marca xpto não invistam mais do seu tempo a descobrir quem foram estes pioneiros. Porque não sabem mesmo.
Numa época em que se sabe que os recursos escasseiam mas se vive como nunca fossem falhar, mais depressa se investe milhares de euros em material e em cursos do que se pega numa qualquer máquina fotográfica e gasta tempo a usá-la, do que se compram livros e se estudam os "mestres", se ganha cultura fotográfica, se aprende por imitação e se desenvolve o estilo próprio, tudo leva tempo. Na verdade, na sociedade em que vivemos em que o valor do trabalho se sobrepõe a todos os outros, esse valor leva à aniquilação de um bem mais precioso, o tempo. Podemos até ter o dinheiro para investir e fazêmo-lo por forma a colmatar a nossa falta de tempo para aprender. É a era do imediatismo. Às custas da qualidade do trabalho, da falta de reconhecimento e do esquecimento posterior.
Independentemente dos gostos, e o Gérard Castello-Lopes não tinha uma linha estética que fosse das minhas preferidas, há que lhe reconhecer o mérito e a dedicação e tenho pena que os interessados em fotografia (que são aos baldes, ao contrário dos fotógrafos) mas que se julgam fotógrafos por terem o último modelo da marca xpto não invistam mais do seu tempo a descobrir quem foram estes pioneiros. Porque não sabem mesmo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Descoberta da mais antiga adega do mundo
Há evidências que o Homem já produzia vinho há oito mil anos, mas os equipamentos de produção vinícola mais antigos que se conheciam tinham apenas cinco mil. Agora, uma equipa de arqueólogos descobriu numa gruta no Sul da Arménia vestígios arqueológicos de uma adega com mais de seis mil anos de idade.
“Esta é, para já, a mais antiga adega de vinho, com prensa, cubas de fermentação e vasilhas para armazenamento no local”, disse citado pela AFP Hans Barnard, um dos autores do artigo sobre a descoberta publicado na revista Journal of Archaeological Science. A gruta, que fica perto da cidade de Areni, junto da fronteira com o Irão, já tinha sido notícia em Junho do ano passado devido à descoberta de um mocassim de couro com 5500 anos.
Os artefactos descobertos agora pela equipa internacional de investigadores arménios, irlandeses e norte-americanos dão o panorama geral de como era um unidade de produção de vinho. No local também se identificaram sementes de uva, ramos envelhecidos dos cachos, uvas prensadas, além de copos e taças para beber.
As análises laboratoriais feitas aos resíduos retirados da cuba encontraram pigmentos que só existem nas uvas e nas romãs. As análises às sementes mostraram que as uvas utilizadas são da variedade Vitis vinifera vinifera, a mesma das vinhas de hoje.
“Pela primeira vez temos uma imagem arqueológica completa do que foi a produção de vinho há 6100 anos”, disse o arménio Gregory Areshian, co-director da escavação, da Universidade da Califórnia. Os vestígios mais antigos que se conheciam comparáveis com os que foram encontrados agora no Cáucaso, estavam num túmulo com 5100 anos, do rei Escorpião I do antigo Egipto.
A data do sítio arqueológico na Arménia é entre 4100 e 4000 a.C., na altura da Idade do Cobre. Apesar da maioria do conhecimento histórico desta altura se centrar nas civilizações que se desenvolviam no Egipto ou na Mesopotâmia, Gregory Areshian defende que “existiam muitos centros únicos, especializados, de civilização no mundo antigo, que hoje só conseguimos olhar como um mosaico de populações.”
Não se conhece a identidade do povo que habitava aquele local, os cientistas acreditam que as prensas de vinho seriam utilizadas pelos precedentes do povo Kura-Araxes, um dos primeiros povos transcaucasianos. Segundo os investigadores, este vinho seria utilizado em cerimónias fúnebres, já que as prensas e os jarros de vinho estavam junto de túmulos.
“Este vinho não era utilizado para [as pessoas] desanuviarem no final do dia”, disse Areshian. “Isto era uma adega relativamente pequena que estava ligada ao local dentro da gruta. Para o consumo diário, eles teriam prensas muito maiores na aldeia.”
Ver mapa maior
Fonte: Público
| A mais antiga adega do mundo situa-se na Arménia |
“Esta é, para já, a mais antiga adega de vinho, com prensa, cubas de fermentação e vasilhas para armazenamento no local”, disse citado pela AFP Hans Barnard, um dos autores do artigo sobre a descoberta publicado na revista Journal of Archaeological Science. A gruta, que fica perto da cidade de Areni, junto da fronteira com o Irão, já tinha sido notícia em Junho do ano passado devido à descoberta de um mocassim de couro com 5500 anos.
Os artefactos descobertos agora pela equipa internacional de investigadores arménios, irlandeses e norte-americanos dão o panorama geral de como era um unidade de produção de vinho. No local também se identificaram sementes de uva, ramos envelhecidos dos cachos, uvas prensadas, além de copos e taças para beber.
As análises laboratoriais feitas aos resíduos retirados da cuba encontraram pigmentos que só existem nas uvas e nas romãs. As análises às sementes mostraram que as uvas utilizadas são da variedade Vitis vinifera vinifera, a mesma das vinhas de hoje.
“Pela primeira vez temos uma imagem arqueológica completa do que foi a produção de vinho há 6100 anos”, disse o arménio Gregory Areshian, co-director da escavação, da Universidade da Califórnia. Os vestígios mais antigos que se conheciam comparáveis com os que foram encontrados agora no Cáucaso, estavam num túmulo com 5100 anos, do rei Escorpião I do antigo Egipto.
A data do sítio arqueológico na Arménia é entre 4100 e 4000 a.C., na altura da Idade do Cobre. Apesar da maioria do conhecimento histórico desta altura se centrar nas civilizações que se desenvolviam no Egipto ou na Mesopotâmia, Gregory Areshian defende que “existiam muitos centros únicos, especializados, de civilização no mundo antigo, que hoje só conseguimos olhar como um mosaico de populações.”
Não se conhece a identidade do povo que habitava aquele local, os cientistas acreditam que as prensas de vinho seriam utilizadas pelos precedentes do povo Kura-Araxes, um dos primeiros povos transcaucasianos. Segundo os investigadores, este vinho seria utilizado em cerimónias fúnebres, já que as prensas e os jarros de vinho estavam junto de túmulos.
“Este vinho não era utilizado para [as pessoas] desanuviarem no final do dia”, disse Areshian. “Isto era uma adega relativamente pequena que estava ligada ao local dentro da gruta. Para o consumo diário, eles teriam prensas muito maiores na aldeia.”
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Fonte: Público
Chile desenvolve vacina contra alcoolismo
Cientistas chilenos estão a desenvolver uma vacina contra o cancro com base numa mutação genética presente em 20% dos asiáticos, que causa dependência.
Isso acontece porque essa mutação genética não produz a enzima aldeído desidrogenase, que metaboliza o álcool no organismo, provocando, assim, uma reação de mau-estar que leva os alcoólicos a não terem vontade de beber.
Esta mutação genética, presente em 20% dos asiáticos, desenvolve uma reação ao álcool que provoca fortes enjoos, sensação de náusea e a vasodilatação, ou seja, dilatação dos vasos sanguíneos.
| Alcoolismo é uma importante causa de morte | na UE |
Desenvolvendo uma vacina com base nessa mutação genética para causar esses efeitos, aumentaria os efeitos de reação que levaria a uma cura do alcoolismo. "Com a vacina, a vontade de beber será muito pequena devido às reações que terá", afirmou Juan Asenjo, médico da Universidade do Chile que está a coordenar a investigação.
A vacina terá o efeito de um vírus que fará uma mutação genética das células do fígado, de maneira a provocar esses efeitos à bebida alcoólica.
Já foram feitos testes em ratos e verificou-se uma diminuição do consumo em 50%. Mas a ideia, explica o médico, "é que nos seres humanos o consumo de álcool diminua entre 90 e 95%".
Os cientistas estão agora a trabalhar para cultivar as células suficientes para conseguir desenvolver o vírus e produzi-lo em grandes quantidades. Depois, segue-se a fase de purificação do vírus e a espera pela aprovação dos comités de ética e institutos de saúde pública.
Mas o processo ainda pode demorar. "Durante este ano será feita a produção em grande escala e, depois, serão realizados testes em animais para determinar a dose. Posteriormente, em 2012, serão desenvolvidos testes clínicos de fase 1 em humanos", explicou Juan Asenjo.
Pensa-se que, se os testes em humanos forem bem sucedidos, uma vacina por mês será suficiente para que o paciente sinta os efeitos num período longo, de maneira a desestimular o vício do álcool.
Descoberta vacina contra cancro de pulmão
Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular de Havana, é a responsável pelo projecto que oferece a possibilidade de transformar o cancro avançado em "doença crónica controlável". O CimaVax EGF é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa direccionada para este tipo de tumor e “não provoca efeitos adversos severos”, precisou a especialista ao jornal cubano.
A vacina já foi patenteada e é baseada numa proteína existente no ser humano. González indicou que como o organismo tolera "o próprio" e reage contra "o estranho", por isso tiveram que fazer "uma composição que conseguisse criar anticorpos contra esta proteína".
O tratamento é aplicado quando o paciente conclui as radioterapias e quimioterapias e é considerada "terminal sem alternativa terapêutica" porque ajuda a "controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada".
Entretanto já se avalia a forma de empregar o mesmo princípio do CimaVax EGF em tratamentos contra outros tumores, como os de próstata, útero e mamas. A vacina começará a ser testada no Peru em Agosto e já decorre um teste semelhante na Malásia, país em que uma empresa tem os direitos dos testes clínicos e a respectiva comercialização no continente asiático.
Fonte: Ciência Hoje
Etna novamente em erupção
O vulcão Etna entrou em erupção, ontem à noite, na ilha da Sicília, na Itália, provocando um rio de lava numa das encostas. As autoridades locais já anunciaram o estado de alerta. Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV), a actividade do Etna terá intensificado pouco depois das 22h48 (21h48 hora de Lisboa) e era possível ver as explosões de lama a partir nas cidades de Catânia e Taormina.
A diminuição da actividade vulcânica permitiu a reabertura desta manhã do aeroporto de Catânia, a segunda cidade mais importante da Sicília, que foi fechado por precaução perante a possibilidade de lançar cinzas.
O maior vulcão activo da Europa, espalhou cinza e lava na zona desértica que o envolve. Apesar de já ter acalmado, os investigadores do INGV não descartam a possibilidade de a lava voltar a correr pela encosta nas próximas horas.
A última grande erupção do vulcão de 45 quilómetros de diâmetro, localizado no leste da Sicília, que esteve acompanhada de mais de duzentos pequenos terramotos, foi em Maio de 2008. O Etna tem 3.322 metros de altura e é a montanha mais alta da Itália ao sul da cordilheira dos Alpes
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O maior vulcão activo da Europa, espalhou cinza e lava na zona desértica que o envolve. Apesar de já ter acalmado, os investigadores do INGV não descartam a possibilidade de a lava voltar a correr pela encosta nas próximas horas.
A última grande erupção do vulcão de 45 quilómetros de diâmetro, localizado no leste da Sicília, que esteve acompanhada de mais de duzentos pequenos terramotos, foi em Maio de 2008. O Etna tem 3.322 metros de altura e é a montanha mais alta da Itália ao sul da cordilheira dos Alpes
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Fonte: Ciência Hoje
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