quarta-feira, 13 de maio de 2009

Not cool

Eh pah, eu não sou fixe. É que não sou mesmo.

Não sou pessoa de sorrir a ouvir as barbaridades alheias, só para ser simpática. Então se me forem dirigidas, já se sabe, a mui conhecida sinceridade da minha pessoa que atropela sem dó nem piedade a diplomacia. Não é que eu ande por aí a oferecer opiniões, não o faço. Apenas a dou quando me é pedida ou quando se justifica fortemente. Principalmente as pessoas que me são mais próximas, já têm tanto quem lhes diga o que querem ouvir, que quando se dirigem a mim já fizeram o aquecimento às orelhas e estão prontos.

Não me impressiono com o estilo, nem o sucesso de ninguém. De tal modo que quando me começam a debitar títulos só me apetece virar as costas e ir embora. Dificilmente trato por Dr. alguém que não seja a minha médica. Tenho uma extrema dificuldade em compreender hierarquias e autoridades. Deviam ambas ser abolidas. Eu trato com o mesmo respeito um sem abrigo, o patrão, um miúdo que meta conversa comigo ou, mais frequentemente, uma qualquer pessoa com um distúrbio mental, acho que exerço uma certa atracção a essas pessoas, porque já perdi a conta às vezes que vieram ter comigo para conversar. E, a eles, nunca nego uns minutos de atenção. Já publicidades e propagandas políticas - 'tá a andar! Faço um esforço por tratar toda a gente do mesmo modo. Acho que a boa educação está pela hora da morte, já que um "obrigado", um "se faz favor" e frases semelhantes devem custar tanto dinheiro, que ninguém as desperdiça. E fico a ver mal quando seguro a porta a alguém que não me agradece de volta.

Também não me traz felicidade alguma as formas de diversão vigentes. Não gosto de "ir ao café", para juntar pessoas. Essa do "temos de tomar um café, há que tempos que não nos vemos" faz-me confusão. Em primeiro lugar, toda a gente sabe que eu não gosto de café. Em segundo lugar, porque é que para ver alguém tenho de consumir? Porque nunca oiço "havemos de ir a um jardim, meter a conversa em dia"? Alguém duvida que um jardim, sentadinha na relva é mil vezes melhor que qualquer café?

Faz-me coiso pessoas que têm medo de se sujar. Não comem o pão porque caiu ao chão. Não sentam na relva porque tem formigas ou, Deus nos livre, pulgas ou carraças. Lavam as mãos quando tocam no que quer que seja. Tomam banho todos os dias, ou duas vezes por dia. Lavam toda a roupa que tocam, mesmo que não esteja suja nem cheire mal. Usou, é para lavar. Se saem de casa sem perfume, voltam para trás. Há uma linha muito bem definida entre ser asseado e ser desperdiçador. Eu sou asseada e não tomo banho todos os dias, tenho dias que lavo as mãos uma vez, se tanto, e só lavo a minha roupa quando está a roçar a linha do socialmente aceite.

Acho que sou, basicamente, a única pessoa da minha idade que anda de transportes públicos, coisa que é considerada um desfalque terrível na linha do sucesso pessoal.

Aqui fica o melhor poema alguma vez escrito, que sei de cor desde a primeira vez que o li, algures no secundário quando o meu professor de ITI trazia estes textos fenomenais que nos obrigava a editar. Houvessem mais professores assim. Já que tínhamos que fazer truques no Word, então que tivessem como pano de fundo alguma substância que nos deixasse a pensar ao mesmo tempo que fazíamos tarefas aborrecidas.

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


Cântico Negro - José Régio

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Urticária

Há coisas que me dão comichão.

Uma delas é ver o orgulho perante a ostentação de produtos que têm origens duvidosas. Ou pior, que tem origens que até nem deixam dúvidas nenhumas: saem ou passam pelo corpo maltratado de outrém. Todos nós que temos olhos e/ou ouvidos que funcionem temos uma ligeira noção de como funcionam corporações como a Nike e afins. Sabemos que os produtos são fabricados algures na Ásia por meia dúzia de tostões e vendidos por centena e tal de euros aqui. Sabemos. Sabemos também que pelo caminho fica o trabalhador que o fez e que continua com fome, o que os transporta, os revendedores, o pai já vai e o Zé do bairro que os vendeu e ganha o salário mínimo. Permite-nos o QI acima de 80 concluir para onde vai o carcanhol.

Ora, custa-me então perceber porque é que pessoas INFORMADAS usam ténis Nike como medalhas de honra. E quem diz Nike diz qualquer uma outra marca de ténis ou de roupa. Que tiram propositadamente fotos aos pés para mostrarem aquilo por que tiveram de trabalhar durante meio mês para poderem usar.

Bem, fico tentada a pensar que tentam compensar por alguma coisa. Muitas vezes constatei que assim é. Pessoas que não gastam meia caloria para ajudar ninguém, inclusivé eles próprios. Não se esmeram por explorar as potencialidades que têm de se individualizar e de tudo fazem para pertencer a um grupo.

Não dúvido que as forças de atracção ao grupo são monumentais. Mas não será muito mais recompensador sentir que, estando alerta, nos recusamos a fazer o que esperam de nós? Sentir que a nossa existência não está pré-programada pelas forças do marketing?

Mete-me o Flávio mais uma vez a pensar com algo que me diz. Falávamos nós da necessidade de informação, que preferia morrer consciente e miserável que viver alegremente estúpida e ignorante a vida toda. Relembra-me ele que eu não tenho como ter noção de como a realidade que eu observo pode estar alterada. E é tão verdade. Eu consigo observar o mundo do ponto de vista que tinha com 15 anos, quando sabia muito menos que agora. É totalmente diferente do mundo que observo agora, não que o mundo tenha mudado assim tanto neste últimos 10 anos, mas porque os meus olhos mudaram.

Ando a ler (com vários anos de atraso) o No Logo, da Naomi Klein. Alterou-me mais uma vez a realidade. Se todos sabemos aquilo que referi no início do texto, neste livro vem muito daquilo que não sabemos. Muitas coisas eu suspeitava, obviamente. Mas não tinha noção da dimensão do problema. E que problema é esse? As marcas. A forma como usurpam o nosso espaço físico e mental, a nossa liberdade enquanto indivíduos e enquanto seres sociais que somos.

Outra micose que me dá é a da minha hipocrisia. Eu tenho marcas. Felizmente nunca fui tarada pelo assunto, mas tenho. Nunca fui capaz de comprar uns ténis de 10 euros. Mas a minha mentalidade está a mudar. Aflige-me agora a falta de alternativa. Tudo que se vê à venda é ou caro, ou feito num recanto miserável do mundo, ou tem pele.

Urge encontrar-se uma TAZ onde eu possa fazer o ninho...



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ihh ca...

Artigo de Gonçalo Pereira, editor executivo do jornal 24Horas, no Global de 24/04/2009:

"O Darfur depois de Woody Allen

A actriz Mia Farrow vai iniciar um jejum em nome do povo do Darfur. Durante algum tempo, recusa comer. Apenas água lhe passará pela goela. E, infelizemente, algum ar. Quando a larica apertar, alguém porá a mesa e ela tratará de comer do bom e do melhor, enquanto os desgraçados lá na Somália, coninuarão a morrer de fome e, eventualmente, de sede. Cá temos mais um acto inconsequente...

Que mais esperar da uma mulher que inclui no cardápio das causas pelas quais lutou, a aniquilação moral de um cineasta genial, cujo maior erro foi, um dia, ter-se apaixonado por esta mulher com voz estridente e falta de apetite. Woody Allen merecia melhor sorte. O povo do Darfur também (até mais, porque, ao contrário do Woody, os somalis nunca a escolheram para sua mulher)."



É precisamente este tipo de raciocínios que me fazem paragens de digestão. E lá respondi ao diário em questão:

"Surge um artigo de opinião no Global Notícias do dia 24 de Abril da autoria de Gonçalo Pereira que, num tom sarcástico menospreza a iniciativa de Mia Farrow de fazer uma greve de fome pelo Darfur. Ora, talvez a maioria das pessoas aproveitasse a oportunidade para tentar saber um pouco mais de o que leva uma celebridade a fazer greve de fome pelos problemas de uma região, procurando talvez pôr-se a para do que se sucede no tal Darfur. Mas não Gonçalo Pereira. Esse decide que o Darfur é um problema secundário, que nefasto para saúde social é o facto de passar algum ar pela goela de Mia Farrow, reproduzindo a expressão que ele mesmo utilizou.

Refere ele que muito não poderia esperar de uma mulher que tentou denegrir a imagem do seu idolatrado Woody Allen. Claro, que o facto de este se ter casado com aquela que foi um dia criada por ele, quando vivia maritalmente com a sua mãe não é para aqui chamado. Certamente que Gonçalo Pereira acha perfeitamente normal que a figura parental se case com a prole e que Mia Farrow é louca por lhe causar uma certa abjecção tal acontecimento.

Para Gonçalo Pereira, Woody Allen e os somalis merecia melhor sorte que esta mulher de voz estridente e falta de apetite.

Para o restante mundo que tenha no mínimo 1/5 do cérebro a funcionar, Mia Farrow merecia melhor que se ter apaixonado pelo homem que lhe levou a filha. Porque tem dedicado a sua vida aos mais desfavorecidos.

Para o resto do mundo, o povo do Darfur merece mais que Gonçalo Pereira. Que perante a notícia da greve de fome de Mia Farrow se preocupou com trivialidades e lhe passou ao lado aquilo por que Mia Farrow se absteve de comer. Chamar a atenção para um conflito que dura há anos e tem ceifado centenas de milhar de vidas perante o desprezo do resto do mundo.

Darfur, essa região no oeste do Sudão e não na Somália, soubesse isso Gonçalo Pereira se tivesse pesquisado.

Cabe também ao Global Notícias a melhor escolha das pessoas a quem pede a opinião. "

sábado, 11 de abril de 2009

Mr. Alan Shore

Raras vezes tenho o prazer de assistir na tv a um programa de ficção que me aguce a vontade de ser melhor, de procurar mais fundo, de me questionar mais uma vez. Ver ficção e ficar horas a pensar no que aprendi - algo que que deveria acontecer mais vezes.

Eis que surge, para exaltação dos meus sentidos, a série Boston Legal. Diálogos deliciosos entre duas das personagens principais Denny Crane e Alan Shore, que se debatem com o sentido das suas vidas. Duas personagem opostas no espectro político e juntas na total confusão dos meandros do amor.

Mas, ponto alto dos episódios, os argumentos finais de Alan Shore. Um democrata, profundamente preocupado com questões ambientais e sociais, que não se abstém jamais de dizer o que todos pensam e ninguém diz.

Podia ficar aqui parágrafo atrás de parágrafo a dizer o que me fascina nesta personagem e na série em geral. Mas deixo aqui um dos argumentos finais do Alan Shore.

Alan Shore: When the weapons of mass destruction thing turned out to be not true, I expected the American people to rise up. Ha! They didn't.

Then, when the Abu Ghraib torture thing surfaced and it was revealed that our government participated in rendition, a practice where we kidnap people and turn them over to regimes who specialize in torture, I was sure then the American people would be heard from. We stood mute.


Then came the news that we jailed thousands of so-called terrorists suspects, locked them up without the right to a trial or even the right to confront their accusers. Certainly, we would never stand for that. We did.


And now, it's been discovered the executive branch has been conductin
g massive, illegal, domestic surveillance on its own citizens. You and me. And I at least consoled myself that finally, finally the American people will have had enough. Evidentially, we haven't.

In fact, if the people of this country have spoken, the message is we're okay with it all. Torture, warrantless search and seizure, illegal wiretappings, prison without a fair trial - or any trial, war on false pretenses.

We, as a citizenry, are apparently not offended.
There are no demonstrations on college campuses. In fact, there's no clear indication that young people seem to notice. Well, Melissa Hughes noticed.

Now, you might think, instead of withholding her taxes, she could have protested the old fashioned way. Made a placard and demonstrated at a Presidential or Vice-Presidential appearance, but we've lost the right to that as well. The Secret Service can now declare free speech zones to contain, control and, in effect, criminalize protest.
Stop for a second and try to fathom that. At a presidential rally, parade or appearance, if you have on a supportive t-shirt, you can be there. If you are wearing or carrying something in protest, you can be removed. This, in the United States of America. This in the United States of America. Is Melissa Hughes the only one embarrassed?

[...]

Alan: And what I'm most sick and tired of is how every time somebody disagrees with how the government is running things, he or she is labeled unAmerican.

U.S. Attorney Jonathan Shapiro: Evidentally, it's speech time.


Alan: And speech in this country is free, you hack! Free for me, free for you. Free for Melissa Hughes to stand up to her government and say "Stick it"!


U.S. Attorney Jonathan Shapiro: Objection!


Alan: I object to government abusing its power to squash the constitutional freedoms of its citizenry. And, God forbid, anybody challenge it. They're smeared as being a heretic. Melissa Hughes is an American. Melissa Hughes is an American. Melissa Hughes is an American!

Judge Sanders: Mr. Shore. Unless you have anything new and fresh to say, please sit down. You've breached the decorum of my courtroom with all this hooting.


Alan: Last night, I went to bed with a book. Not as much fun as a 29 year old, but the book contained a speech by Adlai Stevenson. The year was 1952. He said, "The tragedy of our day is the climate of fear in which we live and fear breeds repression. Too often, sinister threats to the Bill of Rights, to freedom of the mind are concealed under the patriotic cloak of anti-Communism."


Today, it's the cloak of anti-terrorism. Stevenson also remarked, "It's far easier to fight for principles than to live up to them."
I know we are all afraid, but the Bill of Rights - we have to live up to that. We simply must. That's all Melissa Hughes was trying to say. She was speaking for you. I would ask you now to go back to that room and speak for her. "It's far easier to fight for principles, than to live up to them."

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Chamem a polícia! Ou na volta é melhor não...

Ian Tomlinson.

Que este nome não seja esquecido. Mais uma baixa de uma guerra que teima em manter facções mal delineadas. Que se sabe? Era um senhor que vendia jornais. Vinha a caminhar para casa depois do trabalho e foi apanhado no meio de uma manifestação e, sem ter provocado ninguém, foi atirado ao chão, levou umas bastonadas, ergue-se, cambaleou um pouco e ficou prostrado no chão. Um ataque cardíaco fulminou-o. Quem o agrediu? A polícia britânica, a mesma que posteriormente negou alguma vez se ter cruzado com o homem. A mesma que foi apanhada pela câmara de um americano que se encontrava numa viagem de negócios. A mesma que abriu agora um inquérito para averiguar o que se passou e apurar responsabilidades.

Jean Menezes. Um brasileiro que foi baleado 7 vezes na cabeça, confundido com um bombista-suicida, no metro londrino. Façam vocês os raciocínios que tiverem a fazer.

Não nos servem e não nos protegem. E não chegam aos fins para os quais usam meios injustificáveis.

terça-feira, 7 de abril de 2009

E aqui e agora?

Debato-me frequentemente com a sensação de não encaixar em lado algum, à semelhança de todas as outras pessoas que numa ou noutra altura da sua vida sentiram o mesmo. Qual é a originalidade do meu sentimento? O facto da dicotomia do viver "confortavelmente" na sociedade em que estou instalada/viver no campo isolada, em contacto com a Natureza, me trazer dúvidas existenciais a cada passo que dou.

A verdade é que não seria eu se vivesse hermética em apenas um dos ambientes. Por um lado, tenho de saber o que se passa no mundo, ter acesso imediato à informação, pensar em formas de agir, ponderar os passos a tomar para evitar cair nas baladas artificiosas que nos cantam constantemente e nos atingem por todos os lados. "Ignorance is bliss" - já tentei e não consigo viver sob este paradigma.

Por outro lado, tudo aquilo que abomino na sociedade, a lógica do lucro que se sobrepõe à justiça e à compaixão, a mesquinhez e a avareza que eclipsa a solidariedade e os laços entre todos, o encadeamento na linha de montagem social, em que se entra quando se nasce e poucos saltam dela para viver sob as suas próprias expectativas e não as dos outros, nada disso será abolido enquanto não mudarmos a escala do nosso raio de acção.

A forma de organização da sociedade pensada ao nível das fronteiras conquistadas em conflitos, desenhadas em reuniões (ou terão sido aulas de geometria?) e não justificada a sua génese que não por estes ou outros motivos inqualificáveis, não é sensível às necessidades de todos e de cada um.

O desperdício que resulta das acções globais, ao mesmo tempo que largos números de pessoas nada têm, deveria ser considerado o maior dos males.

Talvez seja utópica a minha forma de pensar, porque acredito (bem... até certo ponto) que a sociedade se pode redimir, caminhando noutro sentido, pensado localmente, agindo localmente, ignorando barreiras tangíveis a que o coração não jura lealdade, o meu pelo menos.

Mas, com a minha utopia, vem também a esperança. É que fica por provar que é impossível, que não funciona. Aquilo que me têm sugerido já me mostrou o que podia ser. Um falhanço.

Aguardo o dia em que o Sol quando nascer, seja de todos. TODOS.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Força

Que força é essa que nos retém quando queremos falar e não dizemos nada, quando queremos largar tudo e fugir e não saímos do sítio, quando vemos injustiças e olhamos para o lado, quando sabemos que não agimos bem e não nos mudamos?